Tudo tem um começo e um fim. O incrível dos começos e dos fins está sempre presente no entre. É o entre que estará escrito em BestSeller, the only. Diferente de diário, escolho “livro pessoal” porque permite flexibilidade para escrever conforme minha vivência e sem compromisso com o tempo. (Ah, o Sr. Tempo! Sempre atual.) “BestSeller” é o elixir com o qual quero continuar minha jornada pessoal.

É possível que alguns amigos tenham recebido algumas palavras que escrevo neste espaço. Eles sabem o que receberam de mim.

segunda-feira, janeiro 31

Coincidência?

Estar presente na própria vida ocupa um bocado de cuidados da minha parte. Meu senso de vigilância é acionando continuamente. Algumas vezes me desligo e lá se foi o ônibus embora. Fico eu em pé um tempo precioso a espera do próximo. Outros momentos, o sol se põe e o dia adormece. E, neste caso, escrever passa para o dia seguinte, porque a quantidade de bocejos, a sonolência e a embaralhada mente noturna me vencem. Durmo com a cabeça pendurada. Na manhã seguinte sinto vontade de escrever mesmo que seja apenas a data e a hora. E o faço. Meu compromisso comigo, este ano, é escrever meus livros best sellers.

Muito bem. Hoje, procurava um livro sobre crenças e encontrando-o passei a sobrevoar os olhos sobre títulos e capas de livros, sem interesse específico. Foi quando li: “O feminino e o sagrado*”. O título chamou minha atenção sem muito alvoroço. O que me fez parar para ler o conteúdo foi o subtítulo: “Mulheres na jornada do herói”.

No prefácio, Edith M. Elek, jornalista, terapeuta e editora escreve: “nossa vida, quando bem observada, também é repleta de pequenas magias pelas quais passamos batido.” É esta magia que me faz estar presente e que resgato no cotidiano e que me coloca em estado de investigação e atenção constante. Desperto meus escutar, observar e sentir. A partir deste despertar surge o livro que conta a história de “mulheres que ousaram sair daquele trilho em que foram colocadas por circunstâncias do entorno quando meninas; tiveram coragem de enfrentar os esquemas convencionais e saíram em busca, cada uma a seu modo, de novos caminhos que as tornassem mais inteiras, mais plenas, mais úteis, mais vivas.”

É impossível ignorar este chamado. Já recusei muitos outros. Com este me aventuro a seguir minha jornada pessoal. Intransferível! São muitos eventos sincrônicos: livro, jornada da heroína, Joseph Campbell. Eu engulo a minha pílula vermelha. Quero conhecer meu mundo especial. Aprendizado 2: passo a respeitar minha intuição e a crer nas mensagens subliminares.


*O feminino e o sagrado – mulheres na jornada do herói
Autoras: Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro
Ed. Ágora

sábado, janeiro 29

O começo!

Como Isabel Allende decido começar em janeiro. No livro “A soma dos dias” ela confessa a “angústia por saber que, inevitavelmente, o dia 8 de janeiro amanhecerá.” E que “há vinte e cinco anos, sempre começa a escrever nessa data, mais por superstição que por disciplina: teme que se começa em outro dia, o livro será um fracasso, e que se deixa passar um dia 8 de janeiro sem escrever, já não poderá fazê-lo pelo resto do ano.”

Começo dia 29 por ser a data do meu nascimento em agosto. Decidi que este ano será o da escrita. Janeiro é um bom mês para inaugurar meus rituais como escritora. Aprendizado 1: observo o mundo ao meu redor e incluo o melhor que o exemplo alheio é capaz de apresentar.

Quero ser escritora? Best Seller? O básico precisa ser feito: escrever. Minha ideia é escrever a respeito da minha jornada pessoal para realização do meu sonho: ser escritora best seller. Como se dará este “acontecimento” será postado aqui. Construirei e contarei minha jornada pessoal, revelando cada movimento. Este é o primeiro. Criar um blog e expor meus pensamentos, palavras e ações. Definitivamente, quero ser a protagonista da minha vida.

Principiar com Isabel Allende é um bom começo de livro pessoal. A mulher possui uma história de vida marcada pela época de ditadura no Chile e pela morte da filha, Paula, que entrou em coma após um ataque de porfiria*. Vida com dor.

A princípio ainda estou no mundo comum. Na minha vidinha cotidiana. Em breve, quero ser chamada para o mundo especial.


* Vampiros e lobisomens - A porfiria é uma explicação utilizada para a origem dos mitos dos vampiros e lobisomens pelas similaridades entre a condição e o folclore. A porfiria cutânea tarda apresenta-se clinicamente como uma hipersensibilidade da pele à luz, levando à formação de lesões, cicatrização e desfiguração. A anemia, a pele clara e a sensibilidade à luz são características do mito do vampiro, enquanto que desfigurações em casos mais avançados, acompanhados de distúrbios mentais, poderiam ter levado ao mito do lobisomem. Há ainda relatos anedóticos de canibalismo ou da ingestão de sangue por parte de portadores, que se beneficiariam da ingestão das enzimas. fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/porfiria