Existem "assuntos" que me atormentam deveras. Essencialmente, os de ruptura com hábitos, passado, crenças... Saber que existem quase 7 bilhões de pessoas no mundo para conhecer e um planeta inteiro para visitar e que escolhi manter-me no meu “cercadinho”, até então, provoca-me uma sensação de desespero.
Minha decisão em co-criar movimentos para ser best seller têm me tirado do eixo. Apesar de estar caminhando no meu ritmo, mesmo com os montes de "catucões" que recebo, vindos de muitos acontecimentos e conversas e desencontros... Ainda que, com o apóio da minha família e amigos e das pessoas da empresa, que demonstram carinho notável por mim. Sem pretensão ou arrogância: sei que sou merecedora, sou carinhosa e cuidadosa também. Mesmo assim, é enternecedor ser acolhida. Claro que levo em consideração que a maioria possui este perfil de abrigo ou não estariam atuando em suas posições. De qualquer maneira, não é usual este tipo de sentimento em organizações e, arrisco dizer, a forma como estou conduzindo minha saída (negociei que até abril estarei presente e que quero mudar a forma de contrato atual: de CLT para PJ, caso seja bom para ambas as partes). O que observo no cotidiano dos seres humanos são emoções de tristeza, frustração, mágoa com a vida de modo geral. A vida exige dedicação e perseverança e constante acompanhamento e clareza do que se quer realizar e o impacto que as preferências trazem às pessoas próximas.
Viver a vida é dolorido, causa dor também! Em compensação, quando vencemos os obstáculos... o doce gosto da vitória nos inflama de alegria e amor-próprio e presença espiritual.
Escrever é minha escolha para expor o que sinto. Mesmo que não embale a emoção do som das palavras ou de uma prosa poética. Explicitar sentimentos como amigos queridos o fazem intensamente (e, sinto veemente admiração pela maneira como expressam em palavras ditas e escritas como a alma clama), me desperta para o fato de que ainda estou no maternal quanto a externar meus sentimentos mais íntimos para as pessoas. São poucas com quem converso sobre o que penso, o que sinto, o que me emociona... E mostro apenas a ponta do iceberg do que se passa internamente comigo. Realmente gosto de me manter no "meu mundo". Minha troca com o externo é moderada para (-). A minha labuta é interna. É uma briga comigo, incessante. É quase viver num claustro de emoções. Aprendizado 5: preciso aprender aprendendo*.
Neste instante, surgiu na minha mente, talvez, uma "explicação" admissível(?) sobre a minha vigilância em expor meus sentimentos. Creio que o discurso e a prática precisam (ou deveriam, pelo menos) caminhar juntos. O que observo no dia a dia é o distanciamento entre eles. Quando assisto filmes que possuem como tema principal: caráter, integridade, verdade... como sendo valores de heróis ou personagens, identifico-me, porque existe em mim o querer do: o que eu falo é o que eu faço efetivamente. Por vezes, é tanto blá blá blá da minha parte. Por isto que o silêncio me atrai. Quero apenas ser verdadeira comigo. Claro que estou longe de ser a representante oficial desta vivência. Quantas coisas digo que vou fazer e não faço. Fora que faço um monte de coisas que não digo. Nem sob tortura!
Confesso que senti uma “vontadezinha” de apagar este post. Tem um bocado de mim aqui.
*http://youtu.be/N5t_6eLl6tc. Este vídeo mostra como é importante que o coração e a mente e a alma co-participem de nossas ações.
Tudo tem um começo e um fim. O incrível dos começos e dos fins está sempre presente no entre. É o entre que estará escrito em BestSeller, the only. Diferente de diário, escolho “livro pessoal” porque permite flexibilidade para escrever conforme minha vivência e sem compromisso com o tempo. (Ah, o Sr. Tempo! Sempre atual.) “BestSeller” é o elixir com o qual quero continuar minha jornada pessoal.
É possível que alguns amigos tenham recebido algumas palavras que escrevo neste espaço. Eles sabem o que receberam de mim.
domingo, fevereiro 13
Transição
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