Tudo tem um começo e um fim. O incrível dos começos e dos fins está sempre presente no entre. É o entre que estará escrito em BestSeller, the only. Diferente de diário, escolho “livro pessoal” porque permite flexibilidade para escrever conforme minha vivência e sem compromisso com o tempo. (Ah, o Sr. Tempo! Sempre atual.) “BestSeller” é o elixir com o qual quero continuar minha jornada pessoal.

É possível que alguns amigos tenham recebido algumas palavras que escrevo neste espaço. Eles sabem o que receberam de mim.

domingo, fevereiro 13

Transição

Existem "assuntos" que me atormentam deveras. Essencialmente, os de ruptura com hábitos, passado, crenças... Saber que existem quase 7 bilhões de pessoas no mundo para conhecer e um planeta inteiro para visitar e que escolhi manter-me no meu “cercadinho”, até então, provoca-me uma sensação de desespero.

Minha decisão em co-criar movimentos para ser best seller têm me tirado do eixo. Apesar de estar caminhando no meu ritmo, mesmo com os montes de "catucões" que recebo, vindos de muitos acontecimentos e conversas e desencontros... Ainda que, com o apóio da minha família e amigos e das pessoas da empresa, que demonstram carinho notável por mim. Sem pretensão ou arrogância: sei que sou merecedora, sou carinhosa e cuidadosa também. Mesmo assim, é enternecedor ser acolhida. Claro que levo em consideração que a maioria possui este perfil de abrigo ou não estariam atuando em suas posições. De qualquer maneira, não é usual este tipo de sentimento em organizações e, arrisco dizer, a forma como estou conduzindo minha saída (negociei que até abril estarei presente e que quero mudar a forma de contrato atual: de CLT para PJ, caso seja bom para ambas as partes). O que observo no cotidiano dos seres humanos são emoções de tristeza, frustração, mágoa com a vida de modo geral. A vida exige dedicação e perseverança e constante acompanhamento e clareza do que se quer realizar e o impacto que as preferências trazem às pessoas próximas.

Viver a vida é dolorido, causa dor também! Em compensação, quando vencemos os obstáculos... o doce gosto da vitória nos inflama de alegria e amor-próprio e presença espiritual.

Escrever é minha escolha para expor o que sinto. Mesmo que não embale a emoção do som das palavras ou de uma prosa poética. Explicitar sentimentos como amigos queridos o fazem intensamente (e, sinto veemente admiração pela maneira como expressam em palavras ditas e escritas como a alma clama), me desperta para o fato de que ainda estou no maternal quanto a externar meus sentimentos mais íntimos para as pessoas. São poucas com quem converso sobre o que penso, o que sinto, o que me emociona... E mostro apenas a ponta do iceberg do que se passa internamente comigo. Realmente gosto de me manter no "meu mundo". Minha troca com o externo é moderada para (-). A minha labuta é interna. É uma briga comigo, incessante. É quase viver num claustro de emoções. Aprendizado 5: preciso aprender aprendendo*.

Neste instante, surgiu na minha mente, talvez, uma "explicação" admissível(?) sobre a minha vigilância em expor meus sentimentos. Creio que o discurso e a prática precisam (ou deveriam, pelo menos) caminhar juntos. O que observo no dia a dia é o distanciamento entre eles. Quando assisto filmes que possuem como tema principal: caráter, integridade, verdade... como sendo valores de heróis ou personagens, identifico-me, porque existe em mim o querer do: o que eu falo é o que eu faço efetivamente. Por vezes, é tanto blá blá blá da minha parte.
Por isto que o silêncio me atrai. Quero apenas ser verdadeira comigo. Claro que estou longe de ser a representante oficial desta vivência. Quantas coisas digo que vou fazer e não faço. Fora que faço um monte de coisas que não digo. Nem sob tortura!

Confesso que senti uma “vontadezinha” de apagar este post. Tem um bocado de mim aqui.

*http://youtu.be/N5t_6eLl6tc. Este vídeo mostra como é importante que o coração e a mente e a alma co-participem de nossas ações.

Aprender a aprender!

quarta-feira, fevereiro 9

Espalhando minhas façanhas

Sentar diante deste computador e digitar meus pensamentos e palavras e ações tem mexido comigo. Percebo sentimentos que não havia experimentado ainda me cutucando em alguns momentos do dia. Às vezes, parece que alguém me empurra e diz: “Um passo a frente, por favor. Faça logo o que tem a fazer porque tem pessoas que se mexem e vivem os próprios sonhos neste exato instante.”

Tenho apenas uma questão: como estas pessoas conseguem trabalhar e estudar e ser esposa/marido e filha(o) e irmã(o) e madrinha/padrinho e profissional e cunhada(o) e prima(o) e amiga(o) e inovadora(o) e criativa(o) e alegre e estar em paz... e levar a feito tantos outros papéis e estados de espírito e alma?

Chego em casa e sinto vontade de escrever tudo que me vem à mente. Tomo um banho básico, gelado (o calor de 45º à sombra que tem se apresentado nesta cidade descarrega as energias de qualquer um). Quando sento no sofá da sala para conversar com minha irmã e cunhado ou com a minha mãe no quarto dela, assim que chego do trabalho, que me suga 24h durante as 8h que lá me encontro, simplesmente, durmo. E, afinal, quando estou à frente do computador para escrever, apago, sem perceber. Quantas vezes minha mãe e minha irmã já me disseram: “Vai dormir na cama. Olha o torcicolo.”

Amanhã, antes de postar estes escritos, reviso o texto. Agora, neste exato momento, o sono e o cansaço mental me impedem de ser minuciosa. Aprendizado 4: devo praticar o bom senso constantemente.

Na realidade, o que quero escrever hoje, é sobre mais uma ação que coloquei em prática para transformar meu sonho em realidade: minha matrícula está efetivada na pós-graduação em “Escrita Criativa”. Para garantir e complementar minha comunicação encaminhei emails e contei para algumas pessoas-chave meu feito. Recebi apóio e congratulações de umas e fui ignorada por outras. A dicotomia*: sempre presente na vida. Benção!

No caminho, ao encontro da minha bliss.

*Dicotomia: (grego dikhotomía, divisão em dois) s. f.
1. Divisão em dois; oposição entre duas coisas.
2. Partilha ilícita de honorários entre médicos.
3. Astron. Fase da Lua nos seus primeiros e último quarto.
4. Bot. Modo de divisão de certas hastes em ramos bifurcados.
5. Lóg. Divisão de um conceito em dois outros que abrangem toda a sua extensão.
http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=dicotomia

terça-feira, fevereiro 1

Pequenos passos

Minha busca é constante. Procuro sem cansar, em distintos lugares, como aprimorar meus conhecimentos. Inscrevo-me em diferentes sites que podem ser úteis para contribuir com meu sonho: ser escritora best seller (repito algumas vezes o que quero ser quando crescer para me apropriar e acostumar minha mente e células que “nossa” profissão exige criatividade, originalidade, percepção).

Recebo emails da Universidade Candido Mendes* com frequência. Em 7 de junho de 2010 encaminhei uma mensagem para a UCAM, para solicitar informações a respeito da Pós-graduação - Lato Sensu de “Leitura e Escrita Criativa” e recebi a resposta que não havia turma formada. Respirei fundo e continuei minha incansável procura. Hoje, chegou mais um newsletter oferecendo cursos e, talvez, alguma de minhas células tenha guardado na própria memória que a UCAM presta este curso. Sinto muito mesmo por ainda precisar desenvolver a capacidade de recordar tudo que acontece na minha vida. Vasculhei a página com calma, rolando o cursor de forma espontânea. Vagueei pelas distintas matérias e lá estava de novo, desta vez, apenas com o título “Escrita Criativa” e com o objetivo claro de “especialização profissional e acadêmica voltada para a formação de profissionais habilitados para produção de textos em diversas mídias e diferentes formatos. Contemplando as técnicas e estratégias de escrita de prosa, poesia, roteiros para cinema e televisão, texto teatral, além de resenhas críticas e texto para web.” Contemplando que “o curso articula-se sobre o duplo eixo da crítica analítica – através de disciplinas teóricas – e da produção criativa – através das oficinas ministradas por profissionais da escrita. Objetivando o aprimoramento dos conhecimentos da estrutura narrativa, assim como a ampliação das possibilidades de atuação no mercado de trabalho contemporâneo.” Aprendizado 3: compreendo que a paciência é uma virtude que ajuda no suporte a problemas e incômodos sem queixas nem revolta.

Rapidamente mandei um email para comunicar meu querer em participar do curso que começa em março de 2011. Aguardo a resposta com a confiança de que em futuro próximo terei desenvolvido ainda mais minha escrita.

*UCAM - Instituto de Humanidades [Humanidades]
Praça Pio X, nº 7 - 8º andar - Centro - RJ
(21) 2233-9294 - poshumanidades@candidomendes.edu.br