Tudo tem um começo e um fim. O incrível dos começos e dos fins está sempre presente no entre. É o entre que estará escrito em BestSeller, the only. Diferente de diário, escolho “livro pessoal” porque permite flexibilidade para escrever conforme minha vivência e sem compromisso com o tempo. (Ah, o Sr. Tempo! Sempre atual.) “BestSeller” é o elixir com o qual quero continuar minha jornada pessoal.

É possível que alguns amigos tenham recebido algumas palavras que escrevo neste espaço. Eles sabem o que receberam de mim.

segunda-feira, setembro 19

Os chamados da vida!

Estamos sempre recebendo “chamados”. Existe a possibilidade de recusá-los. Neste caso, permanecemos no nosso mundinho. O que normalmente nos paralisa é o medo do desconhecido. Algumas vezes, somos “obrigados” a aceitar o “convite”. É a vida exigindo vida. Mudanças, respostas, alternativas.

Quando entramos no outro mundo, enfrentamos um bocado de provações. Surgem barreiras, buracos, tropeços... Não teremos respostas ou soluções para tudo. Nestes momentos, somos agraciados com seres que nos ajudam a enfrentar o que mais tememos. Mas estes “caras” vão até determinado ponto do caminho, o restante deve ser feito por nós.

Lá na frente, com o medo dominado, enfrentamos “acontecimentos” e partimos para ação. Novos desafios se fazem presentes. Percebemos quem são nossos aliados e nossos inimigos. Sob pressão revelamos um bocado de nós mesmos. Quando estamos muito próximos do momento crucial, parece que a morte está à espreita. Esperando nossa queda. Porque sentimos estar próximos do que queremos, a enfrentamos. É o nosso rito de passagem.

Sobrevivemos e acontece a virada. Nosso renascimento. Somos recompensados ao atingir o que queríamos e ao vencer o que mais nos amedrontava. Neste ponto é importante verificarmos se não deixamos nada para trás. Podem surgir tentações, perigos... Estamos sendo testados para saber se aprendemos com o que vivenciamos até então. Se somos honestos com nós mesmos voltamos para a vida “normal” com um novo entendimento, resignificando nossa essência. Talvez traremos apenas uma boa estória. Com certeza, seremos outra criatura!

Como um herói, vencemos os obstáculos de forma gradual, o que só faz aumentar nossas potencialidades. Elas nos dão condições de passar para níveis mais sofisticados de existência espiritual. Retornamos para o nosso cotidiano e alcançamos aquela maturidade interior que nos torna mais fortes e mais sábios de quando começamos a jornada.

Este ciclo se repete durante toda uma existência.

Que sejamos dignos de nos renovarmos e ressuscitarmos a cada viagem.

quarta-feira, maio 4

A natureza de todas as coisas!

Questiono-me a respeito do sentido da minha existência há algum tempo e me dou conta que no meu caminho do buscar, a cada pergunta que me faço para encontrar o significado de estar aqui e agora outras surgem. Afinal, qual é minha missão de vida?

Leio sobre estudos que tratam desse sentimento filosófico do como é importante significar a própria vida e do quão absurdo é esta busca. Registro meu devido respeito a todos os pioneiros: filósofos, cientistas, psicólogos, gurus, antropólogos, artistas, religiosos..., pois muitos são os que se beneficiam dos conhecimentos advindos da persistência destes seres humanos no eterno investigar e querer encontrar respostas para este enigmático dilema. Com todas as graças, é maravilhoso que eles tenham existido e existam e continuem a existir! O que me intriga é caracterizar que estes prognósticos podem ser a salvação para cada indivíduo em um planeta com 7 bilhões de pessoas a caminho de oito.

Nesse caos organizado do cotidiano inquietam-me as “fórmulas” e as “receitas”, mesmo que estejam próximas da realidade. Principalmente porque se há “formas” para definir o propósito de vida de cada um, as desavenças mundiais teriam cessado ou, talvez ao contrário, esta necessidade de saber o porquê de nascermos e vivermos e morrermos seja o motivo de todos os anseios humanos. Aprendizado 10: saber o próprio propósito de vida exige autoconhecimento constante.

domingo, abril 17

Chamado à vida!

Por mais que alguns acontecimentos tenham ocorrido há anos, a capacidade que o ser humano possui para recordar determinadas situações é admirável.

Quando meu pai adoeceu e começou a definhar a olhos vistos, todos em casa, também murchamos. Enquanto não descobríamos o quê o estava levando embora, acreditávamos que tudo estava bem e que em breve ele se recuperaria. Muitos exames foram realizados e nenhum acusou a neoplasia no esôfago.

Meu pai era muito na dele. Não reclamava ou se fazia de vítima. Conforme a doença o consumia mais calado ele se mantinha. Com certeza sabia o que lhe estava acontecendo e não queria transtornar a vida das pessoas que amava.

Lembro que nas visitas diárias ao hospital sempre me dizia para continuar minha vida e parar de ir visitá-lo. Eu ficava ensandecida a respeito da segunda parte e brincava dizendo que "esta parte do contrato" eu não cumpriria. Fui ao hospital todos os dias que lá esteve e fazia-lhe massagens nos pés e segurava sua mão por longos momentos. Ambos em silêncio. Ele calado por estar isolado e se despedindo da vida e eu apenas olhando-o e orando para que saísse dali e reagisse logo.

Os dias passavam e ele só piorava. Não ser portadora da cura da doença do meu pai me fazia sentir impotente e inútil e no dia a dia me consumia. Queria encontrar um jeito de mantê-lo comigo. Egoisticamente comigo. Não queria que fosse embora do meu mundo. Nestes momentos, o que não conseguia enxergar era que a doença dele estava totalmente fora dos meus quereres. Nada que eu pudesse fazer ou querer o manteria ao meu lado.

Chegou o dia que antecedeu a morte de papai. Chorei incontrolavelmente. Sem freios. Derramei furiosas lágrimas. Meu coração doía doía doía. Fiquei completamente exausta. Não queria aceitar aquele fado.

Papai sempre foi e é e sempre será meu herói*. Aprendizado 9: é uma honra ter sido digna de co-participar da vida de pessoas que não mais se fazem presentes.

Após horas de tristeza e desespero e sofrimento, caí em mim e me dei conta de que não tinha como reverter àquela situação. Que a morte de papai era iminente. No segundo seguinte a esta constatação senti-me tão em paz. Foi um bálsamo derramado por todo meu ser. Minha alma se aquietou de tal maneira que pude receber a notícia da morte dele, horas depois, com serenidade.

Sempre me lembro de papai. Ele foi uma pessoa que contribuiu significativamente com meu crescimento em todos os sentidos e formas e etapas até onde lhe foi possível estar presente.


* Pai, Fábio Jr.: http://youtu.be/S900uKF_3Lg

Pai _ Fábio Jr. (1979)

segunda-feira, abril 4

CCC - Carta de Comprometimento Comigo

Trinta de março de 2011. Concluído. Terminou. Findo. Acabou-se!
As palavras aqui escritas são a alforria do meu passado.
Pensar no futuro sempre me remete à morte. Longe de ser um pensamento mórbido ou depressivo, considero apenas uma concreta reflexão. A verdade a respeito do que esperar da posteridade aponta-me o fim físico e intelectual. Sons internos e cheiros emitidos e desprendidos do corpo que não mais se farão presentes. Toques e olhares que serão saudosos apenas para as pessoas que compartilharam de encontros marcados ou casuais. Pensamentos e ideias que foram discutidos em botequins, festas, viagens, motéis, praias, trabalhos, que serão recordados nas mentes e pelas bocas das pessoas que tiveram a oportunidade de ouvi-las ou lê-las.
Ser consciente de que o fim se dará facilita minha compreensão a exigir-me mais prontidão nas minhas ações. A vida pode se findar a qualquer momento. Como posso significar minha existência?
Acredito que minha vida é mais que nascer e viver e morrer. Para que minha filosofia caminhe junto com minha realidade me comprometo a tomar atitudes de ordem prática a partir de agora. Meu compromisso é ser humana comigo e com os seres vivos. Que possamos evoluir continuamente e que esta corrente de transformação se propague no planeta Terra.
Há da minha parte a necessidade de manter o foco e ser dedicada, ousada, corajosa, desapegada, perseverante, íntegra, verdadeira, criativa! Qualificações que já fazem parte da minha personalidade. Apenas preciso despertar, pois estava em franca hibernação*. Aprendizado 8: é possível renovar a vida a qualquer momento.
A estrada que percorri até o momento me trouxe aqui. Confesso que fiz muita coisa que não estava com vontade. Prefiro acreditar que era necessário, pois fazia parte da minha evolução pessoal. Ainda é possível que surjam situações que me “obriguem” a tomar decisões que não quero. De qualquer maneira, a escolha será cônscia. Estou inteira.
Seja bem vinda minha nova vida!

*hi.ber.na.ção (lat hibernatione) sf Zool e Bot 1 Ato de hibernar**. 2 Período de repouso prolongado durante o qual certos animais ou parte de certas plantas reduzem suas atividades ao mínimo; nesse período, geralmente no inverno. 3 Sono hibernal. - Dicionário Michaelis
**hi.ber.nar (lat hibernare) vint 1 Zool Passar (um animal) o inverno em sua toca ou caverna, numa espécie de sono, em que há entorpecimento total ou parcial. 2 Bot Passar o inverno em estado de repouso, sem vegetar, como os espórios, gomos e outras partes de certas plantas. Dicionário Michaelis

domingo, março 27

Bem vinda ao mundo de gente grande!

Neste período, que vai de 26/03 (Hoje) a 28/03, a passagem do Sol pelo setor das crises pessoais pode significar um transbordamento de emoções e problemas que você tem tentado evitar nos últimos tempos, M. O Sol em trânsito pela Casa 8 entra em conflito com a Lua, sugerindo que você até deseja levar as coisas numa boa, com mais relaxamento e tranqüilidade, mas há problemas e pendências a resolver que não podem ser evitadas! O Sol neste momento pede que você não faça de conta que não existem coisas que lhe incomodam e que dê atenção a estes pontos, que jogue luz sobre eles. A Lua na Casa 5 lhe ajuda a ver as coisas com maior bom humor. A reflexão para o período é: do que eu preciso me libertar?

O que fazer com profecia* tão próxima da minha realidade neste momento? Muitas pessoas devem estar vivenciando a mesma sensação que sinto: preciso iluminar pendências e questões internas e externas. Algumas, há anos, estavam no breu total. A energia que dediquei a situações que necessitavam de específicas providências da minha parte foi completamente exaurida à medida que colocava em prática o que considerava necessário para resolver determinadas conjunturas e tudo se complicava mais ou tornava-se sem solução aparente. Significa que tudo que fiz não foi suficiente para resolver o que devia ser decidido a contento. Água! Precisei de longo tempo, na realidade, anos, para me recuperar mental, psico, emocional, fisica e financeiramente para evoluir como ser humano. 

Quando relembro o que passei (profunda tristeza pela repentina morte do meu pai; brigas em família; dívidas recorrentes de fechamento da empresa que sustentava investimentos, despesas e custos de duas famílias; desemprego; apatia; doenças que se desenvolvem a partir do abatimento mental e físico e psicológico), percebo que padecer me conduziu para o momento onde me encontro. Aqui quero mencionar Marcel Proust, que disse: “Só nos curamos de um sofrimento depois de o haver suportado até ao fim.” Aprendizado 7: apesar de ser-me custoso, é-me essencial admitir que o sofrimento é transformador.

Fato é que pressões internas e externas me impulsionaram a continuar minha jornada de vida e a preparar minha mente e meu coração para novo direcionamento de vivência pessoal e profissional, que têm oportunizado: apropriar-me do que experimentei e realizei em trabalhos anteriores; liberdade de desenvolver projetos e ideias; conhecer pessoas novas e estabelecer novo tipo de relacionamento com conhecidos...

Do que eu preciso me libertar? De pensamentos que bloqueiem ou ceguem minha evolução e de palavras silenciosas ou desequilibradas e de ações indelicadas ou desatentas.

* www.personare.com.br

terça-feira, março 8

Desprendimento!

Há algum tempo senti que necessitava mudar de estilo de vida. Em março de 2010 tomei vergonha na cara e decidi que me desapegaria da vida que levo, até então.

Confesso que já pensei em ser um bocado de “coisas”: professora, trabalhar com marketing cultural, ser dona do próprio negócio. Fui um pouco de tudo isto e mais: recepcionista, secretária, auxiliar administrativa. Nenhuma destas posições me manteve conectada o suficiente para construir relação satisfatória e duradoura. Tenho a sensação de que estava no "escuro". Apenas me sufocando.

Era primordial responder: o que quero ser quando crescer?

Quero experimentar e vivenciar o mundo das palavras escritas! Espalhar minhas criaturas e emoções pelos quatro cantos. Concluí meu livro que conta a estória de um garoto que caminha por vários lugares e conhece diferentes tipos de criaturas e passa por situações extraordinárias. Está registrado na Biblioteca Nacional e foi analisado por uma parecerista. O laudo técnico foi desolador. Receber esta ducha de água gelada apenas me provocou a vontade de ser the best of the best(seller). Aprendizado 6: respeitar minha vocação é mandatório.

Sou consciente que mudar o caminho que trilhava exige atitudes, ações e responsabilidades que me sacodem por inteiro. Confesso que para uma virginiana com ascendente em virgem (quer dizer, com a entrada do Serpentário*, meu signo solar passa a ser Leão), que gosta de tudo estruturado, necessito que minha energia interna se mantenha em alta e focada nas minhas escolhas.
Que o Dia Internacional das Mulheres seja inspirador. Parabéns para todas nós!
Abril de 2011 será o mês que marca minha entrada no Mundo Especial.


*Serpentário (Ophiuchus): 13º signo, segundo a Nova Astrologia.

domingo, fevereiro 13

Transição

Existem "assuntos" que me atormentam deveras. Essencialmente, os de ruptura com hábitos, passado, crenças... Saber que existem quase 7 bilhões de pessoas no mundo para conhecer e um planeta inteiro para visitar e que escolhi manter-me no meu “cercadinho”, até então, provoca-me uma sensação de desespero.

Minha decisão em co-criar movimentos para ser best seller têm me tirado do eixo. Apesar de estar caminhando no meu ritmo, mesmo com os montes de "catucões" que recebo, vindos de muitos acontecimentos e conversas e desencontros... Ainda que, com o apóio da minha família e amigos e das pessoas da empresa, que demonstram carinho notável por mim. Sem pretensão ou arrogância: sei que sou merecedora, sou carinhosa e cuidadosa também. Mesmo assim, é enternecedor ser acolhida. Claro que levo em consideração que a maioria possui este perfil de abrigo ou não estariam atuando em suas posições. De qualquer maneira, não é usual este tipo de sentimento em organizações e, arrisco dizer, a forma como estou conduzindo minha saída (negociei que até abril estarei presente e que quero mudar a forma de contrato atual: de CLT para PJ, caso seja bom para ambas as partes). O que observo no cotidiano dos seres humanos são emoções de tristeza, frustração, mágoa com a vida de modo geral. A vida exige dedicação e perseverança e constante acompanhamento e clareza do que se quer realizar e o impacto que as preferências trazem às pessoas próximas.

Viver a vida é dolorido, causa dor também! Em compensação, quando vencemos os obstáculos... o doce gosto da vitória nos inflama de alegria e amor-próprio e presença espiritual.

Escrever é minha escolha para expor o que sinto. Mesmo que não embale a emoção do som das palavras ou de uma prosa poética. Explicitar sentimentos como amigos queridos o fazem intensamente (e, sinto veemente admiração pela maneira como expressam em palavras ditas e escritas como a alma clama), me desperta para o fato de que ainda estou no maternal quanto a externar meus sentimentos mais íntimos para as pessoas. São poucas com quem converso sobre o que penso, o que sinto, o que me emociona... E mostro apenas a ponta do iceberg do que se passa internamente comigo. Realmente gosto de me manter no "meu mundo". Minha troca com o externo é moderada para (-). A minha labuta é interna. É uma briga comigo, incessante. É quase viver num claustro de emoções. Aprendizado 5: preciso aprender aprendendo*.

Neste instante, surgiu na minha mente, talvez, uma "explicação" admissível(?) sobre a minha vigilância em expor meus sentimentos. Creio que o discurso e a prática precisam (ou deveriam, pelo menos) caminhar juntos. O que observo no dia a dia é o distanciamento entre eles. Quando assisto filmes que possuem como tema principal: caráter, integridade, verdade... como sendo valores de heróis ou personagens, identifico-me, porque existe em mim o querer do: o que eu falo é o que eu faço efetivamente. Por vezes, é tanto blá blá blá da minha parte.
Por isto que o silêncio me atrai. Quero apenas ser verdadeira comigo. Claro que estou longe de ser a representante oficial desta vivência. Quantas coisas digo que vou fazer e não faço. Fora que faço um monte de coisas que não digo. Nem sob tortura!

Confesso que senti uma “vontadezinha” de apagar este post. Tem um bocado de mim aqui.

*http://youtu.be/N5t_6eLl6tc. Este vídeo mostra como é importante que o coração e a mente e a alma co-participem de nossas ações.

Aprender a aprender!

quarta-feira, fevereiro 9

Espalhando minhas façanhas

Sentar diante deste computador e digitar meus pensamentos e palavras e ações tem mexido comigo. Percebo sentimentos que não havia experimentado ainda me cutucando em alguns momentos do dia. Às vezes, parece que alguém me empurra e diz: “Um passo a frente, por favor. Faça logo o que tem a fazer porque tem pessoas que se mexem e vivem os próprios sonhos neste exato instante.”

Tenho apenas uma questão: como estas pessoas conseguem trabalhar e estudar e ser esposa/marido e filha(o) e irmã(o) e madrinha/padrinho e profissional e cunhada(o) e prima(o) e amiga(o) e inovadora(o) e criativa(o) e alegre e estar em paz... e levar a feito tantos outros papéis e estados de espírito e alma?

Chego em casa e sinto vontade de escrever tudo que me vem à mente. Tomo um banho básico, gelado (o calor de 45º à sombra que tem se apresentado nesta cidade descarrega as energias de qualquer um). Quando sento no sofá da sala para conversar com minha irmã e cunhado ou com a minha mãe no quarto dela, assim que chego do trabalho, que me suga 24h durante as 8h que lá me encontro, simplesmente, durmo. E, afinal, quando estou à frente do computador para escrever, apago, sem perceber. Quantas vezes minha mãe e minha irmã já me disseram: “Vai dormir na cama. Olha o torcicolo.”

Amanhã, antes de postar estes escritos, reviso o texto. Agora, neste exato momento, o sono e o cansaço mental me impedem de ser minuciosa. Aprendizado 4: devo praticar o bom senso constantemente.

Na realidade, o que quero escrever hoje, é sobre mais uma ação que coloquei em prática para transformar meu sonho em realidade: minha matrícula está efetivada na pós-graduação em “Escrita Criativa”. Para garantir e complementar minha comunicação encaminhei emails e contei para algumas pessoas-chave meu feito. Recebi apóio e congratulações de umas e fui ignorada por outras. A dicotomia*: sempre presente na vida. Benção!

No caminho, ao encontro da minha bliss.

*Dicotomia: (grego dikhotomía, divisão em dois) s. f.
1. Divisão em dois; oposição entre duas coisas.
2. Partilha ilícita de honorários entre médicos.
3. Astron. Fase da Lua nos seus primeiros e último quarto.
4. Bot. Modo de divisão de certas hastes em ramos bifurcados.
5. Lóg. Divisão de um conceito em dois outros que abrangem toda a sua extensão.
http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=dicotomia

terça-feira, fevereiro 1

Pequenos passos

Minha busca é constante. Procuro sem cansar, em distintos lugares, como aprimorar meus conhecimentos. Inscrevo-me em diferentes sites que podem ser úteis para contribuir com meu sonho: ser escritora best seller (repito algumas vezes o que quero ser quando crescer para me apropriar e acostumar minha mente e células que “nossa” profissão exige criatividade, originalidade, percepção).

Recebo emails da Universidade Candido Mendes* com frequência. Em 7 de junho de 2010 encaminhei uma mensagem para a UCAM, para solicitar informações a respeito da Pós-graduação - Lato Sensu de “Leitura e Escrita Criativa” e recebi a resposta que não havia turma formada. Respirei fundo e continuei minha incansável procura. Hoje, chegou mais um newsletter oferecendo cursos e, talvez, alguma de minhas células tenha guardado na própria memória que a UCAM presta este curso. Sinto muito mesmo por ainda precisar desenvolver a capacidade de recordar tudo que acontece na minha vida. Vasculhei a página com calma, rolando o cursor de forma espontânea. Vagueei pelas distintas matérias e lá estava de novo, desta vez, apenas com o título “Escrita Criativa” e com o objetivo claro de “especialização profissional e acadêmica voltada para a formação de profissionais habilitados para produção de textos em diversas mídias e diferentes formatos. Contemplando as técnicas e estratégias de escrita de prosa, poesia, roteiros para cinema e televisão, texto teatral, além de resenhas críticas e texto para web.” Contemplando que “o curso articula-se sobre o duplo eixo da crítica analítica – através de disciplinas teóricas – e da produção criativa – através das oficinas ministradas por profissionais da escrita. Objetivando o aprimoramento dos conhecimentos da estrutura narrativa, assim como a ampliação das possibilidades de atuação no mercado de trabalho contemporâneo.” Aprendizado 3: compreendo que a paciência é uma virtude que ajuda no suporte a problemas e incômodos sem queixas nem revolta.

Rapidamente mandei um email para comunicar meu querer em participar do curso que começa em março de 2011. Aguardo a resposta com a confiança de que em futuro próximo terei desenvolvido ainda mais minha escrita.

*UCAM - Instituto de Humanidades [Humanidades]
Praça Pio X, nº 7 - 8º andar - Centro - RJ
(21) 2233-9294 - poshumanidades@candidomendes.edu.br

segunda-feira, janeiro 31

Coincidência?

Estar presente na própria vida ocupa um bocado de cuidados da minha parte. Meu senso de vigilância é acionando continuamente. Algumas vezes me desligo e lá se foi o ônibus embora. Fico eu em pé um tempo precioso a espera do próximo. Outros momentos, o sol se põe e o dia adormece. E, neste caso, escrever passa para o dia seguinte, porque a quantidade de bocejos, a sonolência e a embaralhada mente noturna me vencem. Durmo com a cabeça pendurada. Na manhã seguinte sinto vontade de escrever mesmo que seja apenas a data e a hora. E o faço. Meu compromisso comigo, este ano, é escrever meus livros best sellers.

Muito bem. Hoje, procurava um livro sobre crenças e encontrando-o passei a sobrevoar os olhos sobre títulos e capas de livros, sem interesse específico. Foi quando li: “O feminino e o sagrado*”. O título chamou minha atenção sem muito alvoroço. O que me fez parar para ler o conteúdo foi o subtítulo: “Mulheres na jornada do herói”.

No prefácio, Edith M. Elek, jornalista, terapeuta e editora escreve: “nossa vida, quando bem observada, também é repleta de pequenas magias pelas quais passamos batido.” É esta magia que me faz estar presente e que resgato no cotidiano e que me coloca em estado de investigação e atenção constante. Desperto meus escutar, observar e sentir. A partir deste despertar surge o livro que conta a história de “mulheres que ousaram sair daquele trilho em que foram colocadas por circunstâncias do entorno quando meninas; tiveram coragem de enfrentar os esquemas convencionais e saíram em busca, cada uma a seu modo, de novos caminhos que as tornassem mais inteiras, mais plenas, mais úteis, mais vivas.”

É impossível ignorar este chamado. Já recusei muitos outros. Com este me aventuro a seguir minha jornada pessoal. Intransferível! São muitos eventos sincrônicos: livro, jornada da heroína, Joseph Campbell. Eu engulo a minha pílula vermelha. Quero conhecer meu mundo especial. Aprendizado 2: passo a respeitar minha intuição e a crer nas mensagens subliminares.


*O feminino e o sagrado – mulheres na jornada do herói
Autoras: Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro
Ed. Ágora

sábado, janeiro 29

O começo!

Como Isabel Allende decido começar em janeiro. No livro “A soma dos dias” ela confessa a “angústia por saber que, inevitavelmente, o dia 8 de janeiro amanhecerá.” E que “há vinte e cinco anos, sempre começa a escrever nessa data, mais por superstição que por disciplina: teme que se começa em outro dia, o livro será um fracasso, e que se deixa passar um dia 8 de janeiro sem escrever, já não poderá fazê-lo pelo resto do ano.”

Começo dia 29 por ser a data do meu nascimento em agosto. Decidi que este ano será o da escrita. Janeiro é um bom mês para inaugurar meus rituais como escritora. Aprendizado 1: observo o mundo ao meu redor e incluo o melhor que o exemplo alheio é capaz de apresentar.

Quero ser escritora? Best Seller? O básico precisa ser feito: escrever. Minha ideia é escrever a respeito da minha jornada pessoal para realização do meu sonho: ser escritora best seller. Como se dará este “acontecimento” será postado aqui. Construirei e contarei minha jornada pessoal, revelando cada movimento. Este é o primeiro. Criar um blog e expor meus pensamentos, palavras e ações. Definitivamente, quero ser a protagonista da minha vida.

Principiar com Isabel Allende é um bom começo de livro pessoal. A mulher possui uma história de vida marcada pela época de ditadura no Chile e pela morte da filha, Paula, que entrou em coma após um ataque de porfiria*. Vida com dor.

A princípio ainda estou no mundo comum. Na minha vidinha cotidiana. Em breve, quero ser chamada para o mundo especial.


* Vampiros e lobisomens - A porfiria é uma explicação utilizada para a origem dos mitos dos vampiros e lobisomens pelas similaridades entre a condição e o folclore. A porfiria cutânea tarda apresenta-se clinicamente como uma hipersensibilidade da pele à luz, levando à formação de lesões, cicatrização e desfiguração. A anemia, a pele clara e a sensibilidade à luz são características do mito do vampiro, enquanto que desfigurações em casos mais avançados, acompanhados de distúrbios mentais, poderiam ter levado ao mito do lobisomem. Há ainda relatos anedóticos de canibalismo ou da ingestão de sangue por parte de portadores, que se beneficiariam da ingestão das enzimas. fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/porfiria