Trinta de março de 2011. Concluído. Terminou. Findo. Acabou-se!
As palavras aqui escritas são a alforria do meu passado.
Pensar no futuro sempre me remete à morte. Longe de ser um pensamento mórbido ou depressivo, considero apenas uma concreta reflexão. A verdade a respeito do que esperar da posteridade aponta-me o fim físico e intelectual. Sons internos e cheiros emitidos e desprendidos do corpo que não mais se farão presentes. Toques e olhares que serão saudosos apenas para as pessoas que compartilharam de encontros marcados ou casuais. Pensamentos e ideias que foram discutidos em botequins, festas, viagens, motéis, praias, trabalhos, que serão recordados nas mentes e pelas bocas das pessoas que tiveram a oportunidade de ouvi-las ou lê-las.
Ser consciente de que o fim se dará facilita minha compreensão a exigir-me mais prontidão nas minhas ações. A vida pode se findar a qualquer momento. Como posso significar minha existência?
Acredito que minha vida é mais que nascer e viver e morrer. Para que minha filosofia caminhe junto com minha realidade me comprometo a tomar atitudes de ordem prática a partir de agora. Meu compromisso é ser humana comigo e com os seres vivos. Que possamos evoluir continuamente e que esta corrente de transformação se propague no planeta Terra.
Há da minha parte a necessidade de manter o foco e ser dedicada, ousada, corajosa, desapegada, perseverante, íntegra, verdadeira, criativa! Qualificações que já fazem parte da minha personalidade. Apenas preciso despertar, pois estava em franca hibernação*. Aprendizado 8: é possível renovar a vida a qualquer momento.
A estrada que percorri até o momento me trouxe aqui. Confesso que fiz muita coisa que não estava com vontade. Prefiro acreditar que era necessário, pois fazia parte da minha evolução pessoal. Ainda é possível que surjam situações que me “obriguem” a tomar decisões que não quero. De qualquer maneira, a escolha será cônscia. Estou inteira.
Seja bem vinda minha nova vida!
*hi.ber.na.ção (lat hibernatione) sf Zool e Bot 1 Ato de hibernar**. 2 Período de repouso prolongado durante o qual certos animais ou parte de certas plantas reduzem suas atividades ao mínimo; nesse período, geralmente no inverno. 3 Sono hibernal. - Dicionário Michaelis
**hi.ber.nar (lat hibernare) vint 1 Zool Passar (um animal) o inverno em sua toca ou caverna, numa espécie de sono, em que há entorpecimento total ou parcial. 2 Bot Passar o inverno em estado de repouso, sem vegetar, como os espórios, gomos e outras partes de certas plantas. Dicionário Michaelis
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